Enova Energia http://enovaenergia.com.br/ Blog Enova Energia. pt-br 2016-06-23T04:44:16Z <![CDATA[Conheça seis invenções movidas a energia solar]]> Tue, 05 Dec 2017 00:00:00 -0300 Cláudio Martins Como seria a vida se a maior parte das coisas que utilizamos fosse movida a energia solar? Definitivamente, teríamos um mundo bem mais sustentável. ]]>
Conheça seis invenções movidas a energia solar

Como seria a vida se a maior parte das coisas que utilizamos fosse movida a energia solar? Definitivamente, teríamos um mundo bem mais sustentável.

Por enquanto, isso ainda não é uma realidade. Porém, ao longo dos anos, diferentes pesquisadores e inventores vêm trabalhando no desenvolvimento de novas tecnologias menos poluentes e que vão além do convencional.

Separamos algumas dessas invenções que funcionam de maneira renovável, a partir da energia captada do sol. A lista vai de um cooler com entrada USB até um barco que pode chegar a 127 cavalos de potência.

Solar Cooler

Já imaginou uma caixa térmica que não precisa de gelo e possui entrada USB para carregar celulares? A Solar Cooler é um dispositivo movido pela energia do sol que consegue refrigerar até -10º C. A temperatura alcançada permite, inclusive, a fabricação de cubos de gelo. A invenção do engenheiro norte-americano Ryan McGann tem capacidade para 40 litros e, segundo ele, poderia servir para o transporte de vacinas.

Solar Bike

Se pedalar já é uma atitude ecológica, imagine em uma bicicleta movida a energia solar. A Solar Bike é um meio de transporte elétrico e pode ser recarregada em locais ensolarados, enquanto está parada. A invenção do dinamarquês Jesper Frausig chega a 30 mph de velocidade e consegue percorrer cerca de 70 km quando totalmente carregada.

Concept Tent

Acampar é uma atividade que nos deixa em contato com a natureza. Agora, imagine fazer isso em uma barraca movida a energia solar! A Concept Tent é criação de uma empresa do Reino Unido e usa células fotovoltaicas em seu tecido para gerar iluminação, aquecimento e ainda recarregar dispositivos móveis. A invenção também permite acesso à internet sem fio e possui um sistema de localização que, ao ser ativado, faz com que ela brilhe.

Strawberry Tree

Você já ouviu falar em "pé" de energia solar? Na Sérvia, um grupo de estudantes criou carregadores públicos que utilizam painéis solares para geração de eletricidade e com um formato que lembra uma árvore. A Strawberry Tree conta ainda com internet sem fio, portas USB e cabos para carregar dispositivos móveis. Já imaginou encontrar uma dessas na rua quando seu celular estivesse descarregando?

Solar Impulse 2

Já imaginou dar uma volta ao redor do mundo em uma aeronave movida a energia solar? Foi o que o Solar Impulse 2 realizou no ano passado. Ele viajou cerca de 40 mil quilômetros com o objetivo de divulgar a energia reutilizável. O avião pesa 2,3 toneladas e consegue se manter no ar com o auxílio de 17 mil células solares.

Planet Solar

Esse é o Planet Solar, um barco movido à energia solar que pode chegar a 127 cavalos de potência (93,5 kW). Projetado pelo neozelandês Loomes Craig e construído na Alemanha, ele possui painéis solares removíveis e bateria, permitindo que o barco navegue sem insolação direta.

Gostou? Esse nível de tecnologia e sustentabilidade (sem falar de economia) também podem chegar à sua casa. Você pode adotar o seu próprio gerador solar e começar a produzir sua própria energia. Conheça nossas linhas de financiamento e faça uma simulação gratuita agora mesmo!

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<![CDATA[Cliente Enova passa a pagar R$ 13 na conta de energia]]> Tue, 05 Dec 2017 00:00:00 -0300 Cláudio Martins
Cliente Enova passa a pagar R$ 13 na conta de energia

Já imaginou chegar em casa após um dia inteiro de trabalho, ligar o ar-condicionado, ver TV com a família, tomar um banho de água quente no inverno e não ter que se preocupar com o valor da conta de energia no fim do mês?

Este é o caso do Paulo Vitor, morador de Paramirim, no Rio Grande do Norte. Ele sempre teve uma preocupação muito grande com a conta de luz e tomava medidas drásticas para evitar surpresas.

"Eu racionava o consumo de energia aqui em casa, por conta do preço muito elevado da energia elétrica. Ainda assim, no fim do mês, eventualmente, eu era surpreendido com uma conta mais alta que fugia do orçamento", lembra Paulo.

Mas, em 2015, tudo mudou, com o nascimento de seu primeiro neto. "Minha conta chegava a ser acima de R$ 250. Depois que meu netinho nasceu, o consumo aqui em casa disparou".

Decidido a dar todo o conforto para o novo membro da família, Paulo foi em busca de uma alternativa para sua conta de energia. "Eu fui pesquisar e descobri a energia solar. Descobri que meu neto poderia ter o ventilador ligado o dia todo, ar-condicionado e chuveiro elétrico. Enfim, todo o conforto que eu gostaria de dar".

Em sua pesquisa, encontrou a Enova e não pensou duas vezes. Realizou uma simulação, recebeu a visita de um consultor e obteve um projeto personalizado para sua necessidade.

Em pouco tempo, transformou seu telhado em uma microusina de geração de energia, por meio da instalação de 10 placas solares. E os resultados já foram obtidos no mês seguinte.

"Depois que coloquei energia solar aqui em casa, minha conta de luz passou a ser de apenas R$ 13. Agora, eu posso usar sem preocupação o chuveiro elétrico, o forno elétrico. Quando o netinho vai dormir, o vovô liga o ar! A Enova foi a nossa solução", assegura.

Assim como o Paulo e seu netinho, outros brasileiros têm descoberto o poder da energia solar e investido na geração de sua própria energia.

Se você deseja fazer parte desse grupo, garantir mais conforto para sua família e não se preocupar com a conta de luz, descubra qual o gerador solar ideal para sua casa utilizando nosso simulador. Você pode aproveitar todo o conforto de seu lar sem nenhuma preocupação.

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<![CDATA[Entenda como funcionam as bandeiras tarifárias de energia]]> Tue, 05 Dec 2017 00:00:00 -0300 Cláudio Martins
Entenda como funcionam as bandeiras tarifárias de energia

Você já deve ter ouvido falar nas “bandeiras tarifárias”. Mas, você sabe como elas funcionam?

O sistema de bandeiras tarifárias cria uma relação entre o valor pago pelo consumidor e o custo atualizado pago pelas geradoras.

Além de indicar que o custo de geração de energia está elevado, por conta do acionamento de termelétricas para poupar água nos reservatórios, o sistema de bandeiras repassa às tarifas, mensalmente, parte dos custos adicionais na geração. Com isso, a receita que as distribuidoras tiverem com o pagamento será descontada do cálculo do reajuste tarifário anual.

Como funcionam as bandeiras tarifárias?

Elas são classificadas por cores - verde, amarela e vermelha - e indicam, a cada mês, se a energia vai custar mais ou menos em função do custo extra das distribuidoras com o uso de termelétricas.

As bandeiras tarifárias funcionam como um semáforo de trânsito: a bandeira verde significa custos baixos para gerar a energia, portanto, a tarifa de energia não terá nenhum acréscimo naquele mês.

A bandeira amarela indica um sinal de atenção, pois os custos de geração estão aumentando. Já a bandeira vermelha mostra que o custo da geração está mais alto, por exemplo, com o maior acionamento de termelétricas. As bandeiras amarela e vermelha apresentam custos extras nas contas de luz para cada 100 quilowatts-hora consumidos.

Uma vez por mês, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) calcula o Custo Marginal de Operação (CMO) nas reuniões do Programa Mensal de Operação (PMO) - quando também é decidido se haverá ou não a operação das usinas termelétricas e o custo associado a essa geração. Após cada reunião, com base nas informações do ONS, a Aneel aciona a bandeira tarifária vigente no mês seguinte.

Por que as bandeiras foram criadas?

As bandeiras tarifárias são uma forma diferente de apresentar um custo que hoje já está na conta, mas geralmente não é percebido. Elas informam o custo mensal de geração da energia elétrica, dando ao consumidor a oportunidade de ajustar seu consumo ao seu preço real da energia.

A energia elétrica no Brasil é gerada, predominantemente, por usinas hidrelétricas. Para funcionar, essas usinas dependem das chuvas e do nível de água nos reservatórios.
Quando há pouca água armazenada, usinas termelétricas podem ser ligadas com a finalidade de poupar água nos reservatórios das usinas hidrelétricas.

Com isso, o custo de geração aumenta, pois essas usinas são movidas a combustíveis como gás natural, carvão, óleo combustível e diesel. Por outro lado, quando há muita água armazenada, as térmicas podem ser menos utilizadas e o custo de geração é menor.

Como se proteger disso?

Existem outras formas de geração de energia, além das hidrelétricas e termelétricas, muito mais sustentáveis e econômicas, se pensarmos a longo prazo. Entre elas, estão as usinas solares que, além de contar com uma fonte inesgotável e gratuita de energia (o Sol), não dependem de bandeiras tarifárias.

O sistema de energia solar funciona como uma compra antecipada de energia. Assim, o consumidor não fica suscetível aos aumentos de tarifa e de impostos, além de economizar até 95% na conta de luz.

Já pensou em ter uma usina solar em casa e começar a gerar sua própria energia? Neste mês de agosto, a Enova está com uma promoção que vai ajudar você a colocar isso em prática.

Você vai poder parcelar seu gerador solar pagando o mesmo valor da sua conta de energia, dividindo a entrada em até seis vezes sem juros e financiando o saldo em 36 parcelas. E mais: as instalações solicitadas até o fim do mês ganham 5% de desconto no orçamento.

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(Com informações de EBC)

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<![CDATA[Energia elétrica deve aumentar mais de 18% no Maranhão]]> Tue, 05 Dec 2017 00:00:00 -0300 Cláudio Martins Sim, a tarifa de energia elétrica vai aumentar de novo aqui no Estado. ]]>
Energia elétrica deve aumentar mais de 18% no Maranhão

Sim, a tarifa de energia elétrica vai aumentar de novo aqui no Estado.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, na última terça-feira (23), a abertura de audiência pública para a 4ª Revisão Tarifária Periódica da Companhia Energética do Maranhão (Cemar).

De acordo com os cálculos do órgão, o aumento médio para os consumidores de energia elétrica do Maranhão deverá ser de 18,75%. Para André Pepitone, relator do processo na Aneel, esse reajuste reflete o investimento em ativos realizados pela companhia, o que aumenta a tarifa.

Vale lembrar que, como informamos aqui no blog, o ICMS sobre a conta de energia já havia sofrido alteração no mês de março, aqui no Estado. Somando o reajuste tributário no início do ano e o reajuste tarifário previsto para agosto, uma residência que pagava cerca de R$ 250 de conta de luz no começo de 2017, vai passar a pagar cerca de R$ 320, ou seja, um aumento de mais de 28% em apenas 6 meses.

 

COMO SE PROTEGER DOS AUMENTOS REPENTINOS NA CONTA DE ENERGIA?

Além de representar um gasto substancial a longo prazo, a conta de energia também representa um fator de incerteza no orçamento residencial e empresarial. Embora a tarifa seja regulada, consumir a energia fornecida pela concessionária local não é a única forma de abastecer sua casa ou empresa com eletricidade.

Uma alternativa é a adoção de um sistema de energia solar que, além de contar com uma fonte inesgotável e gratuita de energia - o Sol -, não cobra reajustes.

Como detalhamos melhor em outro artigo, o sistema de energia solar funciona como uma compra antecipada de energia. Assim, o consumidor não fica suscetível aos aumentos de tarifa e de impostos, além de economizar até 95% na conta de luz.

E o melhor de tudo: além de contar com garantia de 25 anos dos painéis, hoje já existem diversas formas de financiamento com condições muito atrativas.

Ainda dá tempo de se proteger dos aumentos. Peça um orçamento gratuito com a Enova e descubra tudo que a energia solar pode fazer por você.

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<![CDATA[Conta de energia fica mais cara no Maranhão a partir desta quarta-feira]]> Tue, 05 Dec 2017 00:00:00 -0300 Cláudio Martins Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) no Estado, baseada na Lei Nº 10.542/2016. ]]>
Conta de energia fica mais cara no Maranhão a partir desta quarta-feira

A partir desta quarta-feira, dia 15, os maranhenses começam a pagar mais caro nas contas de energia elétrica. O aumento é resultado da alteração nas alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) no Estado, baseada na Lei Nº 10.542/2016.

A alíquota para os consumidores residenciais que consomem até 500 kWh e para a energia elétrica utilizada na irrigação rural passará de 12% para 18%. Para os consumidores residenciais acima de 500 kWh, a alíquota do imposto subirá de 25% para 27%. É importante lembrar que também é cobrado o adicional de 2% relativo ao Fundo de Combate à Pobreza (FUMACOP).

Você já fez as contas para saber qual o impacto desta mudança na sua conta de energia?

COMO É DEFINIDO O VALOR DA TARIFA DE ENERGIA?

O valor da tarifa inicial e os mecanismos para sua atualização estão definidos nos contratos de concessão assinados entre as distribuidoras e a União. Os documentos são públicos e estão disponíveis no site da Aneel (www.aneel.gov.br). Atualmente, a tarifa vigente no Maranhão é de R$ 0,5015/kWh, de acordo com a Resolução Homologatória Nº 2.127/2016.

A tarifa final de energia leva em consideração os impostos federais (PIS/COFINS) e o imposto estadual (ICMS). No entanto, os tributos são cobrados “por dentro”, conforme a fórmula a seguir:

 

Tarifa para o consumidor = Valor da tarifa publicada pela ANEEL/(1 - PIS-COFINS-ICMS)

 

Esta fórmula e o cálculo dos tributos nas contas de energia representam um efeito maior do que a alíquota nominal. Por exemplo, considerando uma alíquota média de PIS/COFINS de 5% e do ICMS de 20%, se os impostos fossem aplicados diretamente em uma conta de R$ 100, o valor subiria para R$ 125. No entanto, como os impostos estão embutidos na própria fórmula de cálculo, o valor passa para R$ 133.

QUAL O IMPACTO NA CONTA DOS MARANHENSES?

Agora que você compreendeu como são calculados os impostos na conta de energia, vamos entender qual o impacto real do reajuste do ICMS para os consumidores maranhenses.

Antes do reajuste, a alíquota para consumidores até 500 kWh era de 14%. Isso significa que, em uma conta de R$ 100, o valor final seria de R$ 116,28. Com a nova alíquota, de 20%, o valor final passará a ser de R$ 125, um aumento de 7,5%.

Já os consumidores acima de 500 kWh, com a alíquota de 27%, pagavam R$ 136,99 após a aplicação do ICMS. Com a nova alíquota de 29%, o valor final a ser pago será de R$ 140,84, um aumento de 2,81%.

No entanto, os cálculos acima não levam em consideração o efeito dos tributos federais (PIS/COFINS) no valor final da conta de energia. Como estes tributos são apurados de forma não-cumulativa e variam com o volume de créditos apurados mensalmente pelas concessionárias e com o PIS e a COFINS pagos sobre custos e despesas no mesmo período, a alíquota média varia mensalmente.  Isso significa que, dependendo do mês, o efeito final na conta de energia poderá ser ainda maior.

E AINDA TEM MAIS

Os contratos preveem três mecanismos para atualização tarifária, que são o reajuste anual (na data de aniversário do contrato de cada distribuidora), a revisão tarifária periódica (ocorre, em média, a cada quatro anos) e a revisão tarifária extraordinária (se necessária).

Em agosto, ocorre a revisão periódica no Maranhão. A nova tarifa, além de assegurar o equilíbrio econômico-financeiro da concessão, deverá ainda incorporar o aumento ocasionado pelo pagamento das indenizações devidas às transmissoras de energia elétrica. Segundo estimativas da Aneel, o impacto médio será de 7,17% na conta de luz do consumidor nos próximos oito anos.

CALMA, NÓS TEMOS A SOLUÇÃO!

Quem optou em gerar sua própria energia com a Enova não deve se assustar com os reajustes. Isso porque o ICMS da conta de energia de micro e minirodutores de energia é calculado somente sobre a diferença entre o que foi consumido e o que foi emprestado para a concessionária de energia. Há casos em que a conta é isenta da cobrança. Na imagem abaixo, temos o exemplo de um cliente Enova que produz mais energia do que consome.

Além de menor base de cálculo para os tributos incidentes sobre a conta de energia, os proprietários de sistemas de energia solar têm mais um motivo para não se preocupar: o sol não cobra reajuste na tarifa de energia!

Quer mais um motivo para gerar sua própria energia agora mesmo? A Enova está com uma super promoção neste mês de Março, com até 10% de desconto. Faça já uma simulação em nosso site e deixe de se preocupar com os reajustes na conta de luz.

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<![CDATA[Chapadinha ganha primeira usina de energia solar]]> Tue, 05 Dec 2017 00:00:00 -0300 Cláudio Martins
Chapadinha ganha primeira usina de energia solar

Com o objetivo de reduzir custos e aumentar a competitividade dos negócios, um supermercado de Chapadinha (MA) decidiu implantar a primeira usina de energia solar da cidade. O projeto vai gerar uma economia de mais de R$ 20 mil em energia elétrica. Em 25 anos, tempo de garantia do sistema, o estabelecimento vai poupar cerca de R$ 1,8 milhões, considerando os reajustes na tarifa de energia.

Composta por 80 painéis solares, a usina será instalada sobre o telhado do Mercadinho Maythá, empresa em expansão na região. Segundo o proprietário, Rodrigo Teles, a crise econômica dos últimos anos indicou a necessidade do investimento. Pensando nisso, decidiu se tornar autoprodutor de energia e buscou a assessoria da Enova, que vai projetar, fornecer, instalar e monitorar o sistema.

A Enova assinou o contrato com o supermercado na última sexta-feira, 27. O projeto contou ainda com financiamento do Banco do Nordeste, através da linha FNE Sol, que possui condições diferenciadas para implantação de sistemas de geração de energia limpa. Com a taxa e os prazos do financiamento, as parcelas a serem pagas ao banco são inferiores ao valor pago atualmente na conta de luz.

“A Enova é responsável por todas as etapas da implantação do projeto, incluindo o dimensionamento, homologação na concessionária de energia, fornecimento e instalação de todos os equipamentos. Além de monitoramento do desempenho do sistema e auditoria das contas de energia” – explica Cláudio Martins, Diretor Comercial da empresa.

Após entrar em operação, a usina vai atender cerca de 95% da demanda do estabelecimento. Nos meses em que a produção for superior ao consumo, o Mercadinho Maythá acumulará créditos junto à concessionária de energia, que poderão ser utilizados em até cinco anos no próprio supermercado ou em qualquer outra unidade consumidora do estado que esteja vinculada ao mesmo CNPJ.

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<![CDATA[Qual a área que precisamos para atender o mundo todo com energia solar?]]> Tue, 05 Dec 2017 00:00:00 -0300 Cláudio Martins
Qual a área que precisamos para atender o mundo todo com energia solar?

A energia solar tem um potencial inacreditável. Se somarmos a quantidade de energia proveniente do Sol que é absorvida pela atmosfera, terra e oceanos do planeta a cada ano, chegamos a uma marca de cerca de 3.850.000 exajoules, ou seja, 3.850.000.000.000.000.000 joules. Sabe o que isso significa? Muitos joules!! :D

Para colocar este número em termos mais amigáveis, esta quantidade de energia é equivalente a:

  • 2,7 milhões de terremotos de mesma intensidade ao terremoto Tohoku, que ocorreu em 2011 no Japão;
  • 40.000 vezes o total de energia consumida nos Estados Unidos;
  • 8.000 vezes o consumo total do mundo inteiro.

Ou seja: uma hora de Sol produz mais energia do que se consome em todo mundo durante um ano inteiro!

Infelizmente, é impossível aproveitar toda esta energia. No entanto, a Land Art Generator Initiative fez um estudo bastante interessante sobre a superfície total que seria necessária para alimentar todo o planeta em 2030, usando nada além de energia solar. Apesar do estudo ter sido realizado em 2009, as tendências gerais permanecem as mesmas.

 

Clique aqui para baixar o mapa em alta resolução. 

 Entre 2008 e 2030, o consumo de energia no mundo aumentará cerca de 44% e, para atender toda esta demanda, seria necessário colocar painéis solares ao longo de 496.805 km², o que é aproximadamente igual à área da Espanha. A princípio, parece uma área extremamente grande e de fato é. Mas devemos colocar isto em perspectiva.

Você pode ver que as melhores áreas para coleta de energia solar são os desertos do mundo. Somente o deserto do Saara possui 9.064.958 quilômetros quadrados, ou seja, 18 vezes a área total necessária para abastecer o consumo de energia mundial em 2030. Obviamente que concentrar todos os painéis em uma única região é inviável por uma série de razões. E se distribuíssemos por várias partes ao redor do mundo?

 Se dividirmos estes painéis em 5.000 instalações em diversos países (uma média de 25 usinas por país), cada usina mediria menos que 10 km para cada lado, considerando que são quadradas. O Solar Star Projects, conjunto de duas usinas localizadas em Los Angeles e que formam hoje o maior complexo fotovoltaico do planeta, ocupa uma área de 13.000 km², ou seja, aproximadamente 114 km para cada lado.

Embora as instalações solares teóricas continuem parecendo muito grandes, o esforço necessário para construí-las não seria tão grande assim. Quer saber por quê?

As Nações Unidas estimam que 170.000 quilômetros quadrados de floresta são destruídos a cada ano. Se nos dedicarmos a construir usinas solares no mesmo ritmo, nosso trabalho estaria finalizado em apenas 3 anos. Além disso, a China tem 1,2 milhões de quilômetros quadrados de terras agrícolas produtivas, mais de duas vezes e meia a quantidade de área que seria necessária para alimentar o mundo inteiro com energia limpa em 2030.

Quer outro exemplo? Um campo de golfe típico abrange cerca de um quilômetro quadrado. Temos cerca de 40.000 deles espalhados ao redor de mundo, e pode ter certeza que todos estão sendo meticulosamente cuidados. Se fizéssemos o mesmo com parques solares, atingiríamos quase 10% do nosso objetivo.

A malha rodoviária dos EUA, construída inteiramente entre 1956 e 1991 – 35 anos -, ocupa uma área de 94.000 quilômetros quadrados, ou seja, 20% da área total para atender a demanda energética do mundo em 2030, sendo que os EUA consomem aproximadamente 20% da energia mundial. Se todas as nações adotassem um programa governamental similar ao programa rodoviário dos EUA, nós poderíamos finalizar a infraestrutura necessária para atender o consumo do planeta com energia limpa em 20 a 40 anos.

É claro que ninguém está sugerindo a criação de uma espécie de “monocultura de energia limpa”. O futuro da energia verde, sem dúvida, inclui muitas fontes, como energia eólica e solar, mas também a energia dos oceanos, geotérmica, hidroelétrica, etc. Mas, ainda assim, esse exercício é útil, pois coloca as coisas em perspectiva e nos mostra que, embora a escala seja enorme, não é muito maior do que um monte de outras coisas já feitas pelo homem.

Aqui na Enova estamos fazendo a nossa parte, uma casa por vez. Se tiver a oportunidade, comece a fazer a sua você também!

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<![CDATA[As 7 usinas solares mais bonitas do mundo ]]> Tue, 05 Dec 2017 00:00:00 -0300 Cláudio Martins
As 7 usinas solares mais bonitas do mundo

 Não há mais como voltar atrás: energia renovável é o futuro. Não apenas por ser o melhor para meio-ambiente de inúmeras formas, mas também será o tipo de energia mais barato nos próximos anos, além de ser inesgotável. Na verdade, várias equipes de pesquisa de todo o mundo têm demonstrado que em apenas algumas décadas o mundo inteiro pode estar totalmente livre dos combustíveis fósseis.

Enquanto construir enormes usinas solares é, obviamente, a forma mais eficiente de conseguir este feito, os pesquisadores estão tentando descobrir como obter energia solar em todos os tipos de coisas – inclusive já mostramos alguns locais inusitados aqui antes. Recentemente, o primeiro aeroporto 100% solar do mundo, o Aeroporto Internacional de Cochin, na Índia, anunciou que já não paga por eletricidade. Enquanto isso, o primeiro avião totalmente movido a energia solar está realizando sua primeira volta ao mundo.

Está cada vez mais próximo o futuro em que poderemos dirigir nossos carros elétricos nas estradas cobertas por painéis solares para pegar nosso vôo livre de carbono a partir de um aeroporto movido a energia solar. E através da janela deste avião talvez sejamos capazes de ver obras incríveis, como algumas das fazendas solares mais bonitas do mundo, que listamos a seguir:

 

 

1.      Fazenda solar da Disney - EUA

 

O que você espera quando a Disney decide construir sua própria fazenda solar? Algo incrível, fantástico, eficiente e... com a forma do Mickey!

O projeto, que foi anunciado em maio de 2015, ocupa aproximadamente 8 hectares e está próximo ao World Drive e ao Epcot Center Drive, no Walt Disney World Resort, em Orlando, na Flórida. São 48 mil painéis solares com o formato do icônico camundongo, suficientes para atender o consumo de 1.000 casas.

A usina está localizada no Reedy Creek Improvement District, que é controlado pela Disney. Em fevereiro, a Duke Energy afirmou que ainda faltavam detalhes para que a planta energética entrasse em operação.

2. Planta Solar 20 (PS20) – Espanha

Localizada em Sanlúcar la Mayor, na Espanha, a PS20 já teve o título de torre de energia solar mais potente do mundo, até a Ivanpah Solar Power Facility, na Califórnia, ser ligada em 2014. A torre espanhola de 20 MW foi concluída em 2009 e tem capacidade para abastecer 10.000 casas.

A planta utiliza 1.255 espelhos posicionados através de 85 hectares, que concentram a luz solar em um receptor na torre central. A água, bombeada para cima da estrutura de 160 metros, é aquecida através do receptor e se transforma em vapor. Esse vapor é então usado para girar uma turbina e produzir eletricidade.

 

3.      Topaz Solar Farm – EUA

De cima, parece até a imagem de um jogo de Tetris, mas a Topaz Solar Farm, que abrange parte de Carrizo Plain, no sul da Califórnia, é um negócio sério. Composta por 9 milhões de módulos solares de telureto de cádmio, que se espalham ao longo de 5,6 quilômetros quadrados, esta é uma das maiores centrais fotovoltaicas do mundo.

Ligada em Novembro de 2014, a usina de 550 MW pode produzir energia suficiente para abastecer cerca de 180.000 casas. De acordo com o Observatório da Terra da NASA, esta energia é suficiente para evitar a emissão de mais de 407.000 toneladas de dióxido de carbono a cada ano, o equivalente a retirar 77.000 carros de circulação.

 

4.      Ivanpah – EUA

Na Califórnia, 300.000 espelhos, cada um do tamanho de um portão de garagem, constituem um dos mais ambiciosos e belos projetos de energia solar do planeta. A instalação de energia solar concentrada Ivanpah foi construída com grande alarde pela BrightSource Energy, NRG Energy e Google, sendo ligada em 2014.

Apesar de encantar o mundo com sua beleza e enorme potência para gerar energia limpa, a usina vem recebendo duros golpes. Grupo de ambientalistas têm questionado o valor da energia mais limpa quando a fauna nativa está sendo ferida ou morta. Isso em virtude da usina provocar um calor intenso, que pode alcançar até 573 graus Celsius, queimando até a morte os pássaros que sobrevoam o local e passam pelos feixes de luz concentrada.

Outro ponto de crítica está relacionado com os pilotos de avião que circulam a região. Estes pilotos reclamam de um brilho “quase cegante” refletido pela gigantesca usina.

 

5.      The Heart of New Caledonia – Nova Caledônia

Esta incrível fazenda solar é composta por uma boa e uma má notícia. A boa notícia é que esta só poderia ser a mais bela usina solar do planeta. A má notícia é que ela ainda não foi construída.

Chamada de Heart of New Caledonia (ou Coração da Nova Caledônia, em tradução livre), a usina está sendo construída pela empresa Conergy em Grand Terre, a maior ilha da Nova Caledônia. Quando concluída, espera-se que seus 7.888 painéis possam produzir energia para 750 casas, poupando cerca de 2 milhões de toneladas de dióxido de carbono durante sua vida útil projetada de 25 anos.

 

6.      Les Mées – França

A fazenda solar Les Mées está localizada nas colinas do planalto de La Colle des Mées, no sul da França. Cobrindo uma área de 200 hectares com um total de 112.000 módulos solares, a instalação é a maior da França. Este projeto foi conduzido pela Siemens Energy em regime turnkey, com capacidade de 100 MW de energia limpa, o suficiente para abastecer cerca de 12.000 famílias francesas típicas.

O local da instalação, situado a cerca de 800 metros acima do nível do mar, é favorecido com as melhores condições para a produção de energia fotovoltaica no país. Além de receber intensa irradiação solar ao longo do dia, conta ainda com um alto nível de pureza do ar, resultando em uma produção de energia que é de 10% a 15% acima da média.

 

7.      Kyocera Floating Solar Plant - Japão

Nem todos os países têm a sorte do Brasil de poder contar com recursos naturais capazes de gerar energia. O Japão, por exemplo, costuma encontrar obstáculos quando este é o assunto. Além de ter pouca extensão territorial, a ilha é tomada por relevos irregulares, condições que forçaram o país a buscar soluções inovadoras e futuristas de abastecimento energético para suprir a demanda de sua população.

Assim nasceu o projeto da Kyocera e da Century Tokyo Leasing, que prevê a construção de 51 mil painéis flutuantes para abastecer cerca de 5 mil residências até Março de 2018. Quando a obra, que começou a ser erguida no início de 2016, ficar pronta, ela se tornará a usina de energia solar flutuante mais potente do mundo.

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<![CDATA[Será que você sabe tudo?]]> Tue, 05 Dec 2017 00:00:00 -0300 Cláudio Martins
Será que você sabe tudo?

 

 

 

 

 

Este infográfico foi produzido pelo Portal da Energia, que gentilmente cedeu o material para divulgação em nosso blog. Para maiores informações, visite o site.

 

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<![CDATA[Os diferentes modelos de geração fotovoltaica]]> Tue, 05 Dec 2017 00:00:00 -0300 Guilherme Farias
Os diferentes modelos de geração fotovoltaica

Como tudo nessa vida, não existe só uma maneira de usar a energia solar fotovoltaica em residências. Em todo o mundo, existem diferentes modelos econômicos para utilização deste tipo de energia. Continue lendo este post para conhecê-los.

 

Aqui no Brasil a forma estabelecida é Net Metering

NET METERING

A Resolução Normativa 482/2012 da ANEEL definiu o chamado Sistema de Compensação de Energia Elétrica, que nada mais é do que o Net Metering. Esse modelo, de maneira simples, define que a energia enviada para a rede elétrica é “armazenada” pela concessionária de energia, que devolve a energia quando você precisa utilizá-la. Basicamente, a concessionária age virtualmente como uma grande bateria.

No Net Metering não existe nenhuma troca financeira entre a concessionária e o dono da unidade geradora. Tudo é feito baseado em saldo de energia. Por isso, esse modelo não é visto como forma de incentivo ao uso de energia fotovoltaica. Por esse mesmo motivo, o Net Metering é o modelo mais adequado para ser utilizado uma vez que a energia fotovoltaica já esteja bem difundida numa área, já que os benefícios obtidos são diretamente atrelados à energia gerada, com o valor dessa energia sendo o mesmo da energia consumida.

Neste post comentamos mais a fundo sobre como funciona o Net Metering no Brasil. Passe lá para entender um pouco mais sobre o assunto. (Mas só depois que terminar de ler este post aqui, ok? :P )

Continuando...

TARIFA DE FEED-IN

Esse modelo é utilizado em vários países como forma de incentivar o uso de energia solar fotovoltaica (e outras fontes de energias renováveis também). Um exemplo é o Canadá, que em vários estados já implementa planos baseados nele. Um deles é o microFIT, no estado de Ontário. Lá, os sistemas participantes são limitados à 10kW de potência instalada por residência e o governo garante a compra da energia com tarifas que chegam a até 5 vezes o valor da tarifa comum.

Diferentemente do Net Metering, esse modelo define um preço para a energia fotovoltaica que você está gerando. Então, essencialmente, você está vendendo a energia que está gerando, e recebendo dinheiro por isso. E o melhor: o valor que você recebe pela energia entregue à rede elétrica pode ser até maior que o valor que você paga pela energia que consome. Parece muito bom pra ser verdade, certo? A verdade é que é muito bom mesmo. 

Esse modelo, como podemos facilmente perceber, não é economicamente viável a longo prazo. Ele é um modelo utilizado para a difusão do uso de energias renováveis. Foi esse modelo que tornou a Alemanha um dos países líderes em geração fotovoltaica. A tendência é que, após o incentivo tenha cumprido seu papel, haja um retrocesso para modelos mais conservadores, como o Net Metering.

PPA

A principal dificuldade que existe hoje para a instalação dos sistemas fotovoltaicos é o alto investimento inicial. Uma das formas de eliminar esse problema é a implantação do PPA, ou Power Purchase Agreement. Nesse modelo você não compra o sistema de geração de energia, mas usufrui da energia gerada por ele. A proposta é que o sistema seja instalado em sua residência sem custo e você pague somente pela energia gerada, como já faz para a concessionária, mas a um preço menor e para a empresa que instalou o sistema.

O maior exemplo de sucesso em PPA é a empresa americana SolarCity, que oferece esse serviço em partes dos Estados Unidos. Lá ela oferece contratos de fidelidade que variam de 10 a 20 anos, tempo em que o contratante compra toda a energia gerada pelo sistema a uma tarifa pré-definida por contrato. Empresas que oferecem esse serviço são conhecidas como Solar Service Providers, já que oferecem o serviço de fornecimento de energia sem a venda agregada do equipamento.

No Brasil este modelo é proibido, já que o fornecimento de energia é regido por concessões e somente pode ser feito pelas empresas detentoras do direito de fornecimento de energia elétrica naquela região. Existe uma exceção aos casos onde vende-se energia no chamado mercado livre, que possuí suas próprias regras e é gerido pela CEEE, mas que é destinado apenas a grandes consumidores.

LEASING

Outra forma de eliminar o alto investimento inicial são os contratos de Leasing, que definem uma parcela paga mensalmente ao longo de um período. Ao fim do acordo, existe a opção de compra, mas esta não é obrigatória. A vantagem do Leasing em relação à compra, ou um financiamento de longo prazo, é que a manutenção do sistema fica a cargo da empresa responsável.

Como no PPA, a posse do sistema fotovoltaico é da empresa e não do contratante. Caso a opção de compra não seja realizada, a empresa retira o equipamento no fim do contrato, podendo utilizá-lo em uma outra instalação.

MODELOS BASEADOS NA ECONOMIA DE MULTIDÕES

Lembram do Uber, que esteve nos noticiários nos últimos meses? O Uber é um exemplo de serviço baseado na Economia de Multidões. A ideia é simples: juntar várias pessoas que necessitam de um serviço e se beneficiar do menor custo advindo da escalabilidade.

Para os sistemas de geração fotovoltaica é a mesma coisa. Uma planta de geração grande é mais barata que várias plantas de geração que somadas tenham o mesmo porte. A grande questão desse modelo é: existe a possibilidade de ratear a energia gerada de forma concentrada para vários consumidores diferentes?

Infelizmente, a resposta no Brasil é não (para os otimistas, como nós, a resposta é “ainda não”). Em outros países, como nos EUA e na Inglaterra, é possível que uma pessoa compre somente parte de uma usina fotovoltaica, como se estivesse comprando ações de alguma empresa. Então, essa pessoa irá receber créditos na sua conta de energia, diminuindo o seu consumo, como se ela tivesse instalado o sistema em sua própria casa, mas pagando mais barato por isso.

Apesar de alguns desses modelos ainda não existirem no Brasil, a própria regulamentação da pequena geração fotovoltaica é recente e está sob revisão. Ou seja, ainda há muito espaço para melhorias e incentivos.

 

 

Gostou de entender um pouco mais sobre como a energia solar é utilizada em outros lugares do mundo? Continue ligado em nosso blog para mais posts assim. Aproveite, entre no nosso site e peça um orçamento para a sua residência. É online e gratuito!

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<![CDATA[Como funciona a energia solar no Brasil]]> Tue, 05 Dec 2017 00:00:00 -0300 Guilherme Farias “Mas a concessionária de energia deixa vocês fazerem isso? ”. Bom, na verdade a concessionária é obrigada a aceitar esse tipo de geração (desde que esteja dentro dos padrões normativos e de segurança). ]]>
Como funciona a energia solar no Brasil

Quando apresentamos os sistemas de geração fotovoltaica, em várias situações escutamos a pergunta “Mas a concessionária de energia deixa vocês fazerem isso? ”. Bom, na verdade a concessionária é obrigada a aceitar esse tipo de geração (desde que esteja dentro dos padrões normativos e de segurança).

Desde o fim de 2012 a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) regulamentou o uso de geração distribuída de micro e mini porte (a diferença entre os dois tipos será explicada daqui a pouco). Essa regulamentação veio pela Resolução Normativa 482/2012, que define vários aspectos da micro e mini geração distribuída. A partir da data da resolução todas as concessionárias do Brasil deveriam estar prontas para esse tipo de geração até 2013 –baseadas na REN 482/2012 PRODIST Módulo 3 e normas técnicas nacionais e internacionais –.

Então, o que diz essa resolução? Como isso funciona? Continue a leitura!

MAS O QUE É GERAÇÃO DISTRIBUÍDA? NÃO ESTAMOS FALANDO DE ENERGIA SOLAR?

Primeiramente, vamos esclarecer uma coisa: a REN 482/2012 regulamenta a geração distribuída em pequena escala, não importando a fonte a ser utilizada. Ou seja, solar é somente uma das fontes. Outras fontes que podem ser usadas são: eólica, biomassa, ou até hidrelétrica – chamadas de pequenas centrais hidrelétricas (PCH).

Outro ponto importante é que essa resolução, como já foi dito, é válida para micro e mini geração. A microgeração é definida como geradores com potência de pico de até 100 kW (para melhor entender o que é a potência de pico, veja este artigo do nosso blog). Acima de 100 kW até 1 MW, a geração é caracterizada como minigeração. Sistemas de geração com potência de pico acima de 1 MW não são mais regulamentados pela REN 482/2012 e são considerados usinas de médio ou grande porte.

Com esse detalhe explicado, voltemos para a energia solar.

QUANDO NÃO TEM SOL, EU FICO SEM ENERGIA?

A REN 482/2012 prevê um sistema de compensação de energia elétrica para quem instala o seu próprio gerador distribuído. Na prática, isso significa que parte da energia que você gerar pode ir para a rede elétrica da concessionária, que contabiliza isso. Quando você precisar da energia (à noite ou em dias muito nublados) a concessionária devolve a energia que você emprestou.

Tenho certeza que alguns se perguntaram “Então o que acontece se eu ainda não tiver emprestado nada para a concessionária? ”. Nesse caso, você irá consumir energia como sempre consumiu. A REN 482/2012 regulamenta as conexões em conjunto com a rede elétrica da concessionária, ou seja, se o sistema de geração não fornecer energia suficiente a concessionária cobre o resto.

Certo, então o que acontece no fim do mês? Toda a energia que foi injetada na rede da concessionária é contabilizada, assim como a energia que foi consumida. Então é cobrada somente a diferença entre as duas. Para simplificar o entendimento, vamos analisar dois exemplos:

 

No primeiro caso, toda a energia gerada foi usada para abater a conta de energia do mês corrente. Mas nem sempre esse é o caso. E o que acontece caso a geração seja maior que o consumo? Vamos analisar o segundo exemplo.

Mesmo sendo gerado mais do que consumido ainda existe a cobrança de 30kWh. Isso acontece porque existe um valor mínimo a ser cobrado pela concessionária, mesmo que não haja consumo. Se você sair de férias por um mês e deixar todos os equipamentos desligados, não irá consumir nada. Ainda assim, será cobrada a taxa de disponibilidade da rede. Essa taxa é de 30kWh para consumidores monofásicos (o caso do nosso exemplo), 50kWh para consumidores bifásicos e 100kWh para consumidores trifásicos. Esse valor mínimo vale para todas as pessoas, tendo elas geração distribuída ou não.

No segundo caso apareceu também outro elemento: o crédito gerado. Esse crédito é a energia emprestada para a concessionária que passou de um mês para outro. A REN 482/2012 estabelece que esse crédito pode ser usado de duas formas:

  • No próximo mês, para abater o consumo, caso a geração não tenha sido suficiente. O crédito dura até 3 anos após a data da sua geração. Após esse período, ele é perdido e não poderá ser mais usado.
  • Se existirem outras unidades consumidoras cadastradas no mesmo CPF ou CNPJ da unidade consumidora em que o sistema de geração está instalado, o crédito pode ser usado para abater o consumo dessas outras unidades. Para isso, elas devem estar previamente cadastradas para esse propósito junto à concessionária. É definida, então, uma ordem de prioridade, na qual a unidade consumidora geradora é sempre a principal e o crédito é passado para a próxima da fila até que se acabe ou que tenha abatido todo o consumo. Neste último caso, o crédito restante é guardado para o próximo mês, como escrito no item 1.

É importante mencionar uma coisa: todo esse sistema de compensação de energia é válido para a energia ativa consumida.

MUDANÇAS NA REGULAMENTAÇÃO

Em 2012, a regulamentação foi proposta como uma forma de balizar um novo mercado de geração distribuída emergente. Entretanto, a primeira versão dessa regulamentação veio com uma data de vencimento: em até 5 anos seria feita uma revisão e readequação. Recentemente, audiências públicas vêm sendo feitas para coletar opiniões de profissionais, empresas e órgãos que atuam na área de forma a melhor entender as necessidades deste mercado.

As principais reclamações vindas do setor abrangem o tempo de conexão da geração distribuída (processo interno na distribuidora), as diferentes exigências feitas pelas diversas concessionárias pelo Brasil, erros e informações insuficientes na fatura de energia, entre outras formas para a aplicação da geração distribuída.

Entre mudanças propostas, as que mais valem ressaltar são:

  • Redefinição dos limites de potência: até 75kW para microgeração e até 5MW para minigeração (3MW no caso de fontes hidráulicas);
  • Permitir que unidades consumidoras de áreas afins (como condomínios, por exemplo) possam participar do sistema de compensação de energia;
  • Limitação do uso de créditos até o limite de disponibilidade da rede, de forma a não utilizar créditos além do consumo mínimo;
  • Padronizar os formulários de acesso à rede elétrica, de forma a igualar as exigências entre todas as concessionárias de energia do Brasil;
  • Reduzir o tempo para atendimento das solicitações por parte das concessionárias (hoje esse tempo é de 82 dias, a proposta é que passe a ser de 23 dias para microgeração e 43 dias para minigeração).

O processo de readequação da regulamentação ainda está em andamento, e não há nada certo quanto ao que vai ser acatado das propostas recebidas até agora. Entretanto, o cenário é otimista para as pessoas que querem utilizar a geração distribuída, seja por motivos econômicos ou ambientais.

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<![CDATA[Um guia definitivo para ter energia solar em casa ]]> Tue, 05 Dec 2017 00:00:00 -0300 Cláudio Martins
Um guia definitivo para ter energia solar em casa

O interesse por energia solar aumentou muito nos últimos anos, principalmente pela queda nos custos dos equipamentos e a alta no preço da energia. No entanto, muitas pessoas ainda desconhecem os procedimentos legais para se tornar um micro ou miniprodutor de energia elétrica.

Como já discutimos neste artigo aqui do blog, a energia solar pode ser utilizada junto com a companhia de eletricidade de sua cidade ou completamente independente dela. O passo a passo abaixo é para aqueles que optarem por não usar baterias em seu sistema ( muito provavelmente seja esse o seu caso!).

UM POUCO DE INFORMAÇÃO

Antes de pegar o telefone ou navegar na internet em busca de empresas especializadas, algumas informações são importantes para que você possa entender melhor as propostas que serão apresentadas.

Entenda sua conta de luz

 

 

Ah, se eu vou passar a gerar minha própria energia, então não precisarei mais pagar a conta de luz?”

Aqui na Enova a gente escuta muito (muito mesmo!) essa pergunta. E se você também se pergunta isso, não se preocupe: é perfeitamente normal. A dúvida acontece porque é comum achar que todos os valores presentes na conta de luz estão diretamente relacionados com o consumo de energia e, ao deixarmos de consumir da rede pública, também deixaremos de pagar estes valores.

No entanto, a conta de luz também inclui alguns tributos e encargos que, mesmo estando relacionados com o consumo de energia, não deixarão de existir mesmo se você sair de férias durante um mês com sua família e deixar todos os aparelhos elétricos de sua casa desligados.

Qual o consumo médio?

O consumo de energia de sua casa não é o mesmo em todos os meses. Se você tem filhos, sabe muito bem que nos meses de férias a conta de luz vem mais alta. Mas se você costuma viajar com a família nesses períodos, então o efeito é o contrário: sua conta costuma vir mais baixa. Já nos meses de verão, a conta é sempre maior do que nos meses de inverno, devido ao uso mais intenso dos aparelhos de ar-condicionado.

Ao planejar quanto de energia pretende gerar com seu sistema é importante entender qual o seu consumo médio. Em geral, esta informação já está presente na sua conta, mas caso não esteja, basta somar quanto consumiu de energia (em kWh) nos últimos 06 a 12 meses e dividir pelo número de meses.

“Mas o que acontece no mês que meu consumo é maior do que a média ou menor do que a média? ”

Essa é outra dúvida comum. Nos meses que seu consumo é abaixo da média, toda a energia gerada pelo seu sistema e não consumida instantaneamente é emprestada para a rede pública e você acumula créditos. Esses créditos serão usados justamente nos meses que seu consumo estiver acima da média. Simples, não?! ;)

Quais os custos presentes na conta de luz?

Agora que você já entendeu qual é o consumo médio de energia de sua casa, vamos agora traçar um raio-x dos custos presentes na sua conta de luz.

Da mesma forma que a maioria dos itens de uma feira, a energia também é vendida no “quilo”. Sua unidade de medida é o quilowatt-hora, ou simplesmente kWh. E como acontece com as frutas, por exemplo, o “quilo” de energia também tem um preço, que é chamado de tarifa de energia. Essa tarifa que determina quanto você irá pagar pela energia consumida em um determinado mês e seu valor é dado em R$/kWh. Cada concessionária tem sua própria tarifa de energia, determinada pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica). Além disso, a tarifa pode variar de acordo com a categoria a qual cada consumidor pertence.

Sobre a tarifa de energia incidem os seguintes impostos: ICMS (estadual), PIS e COFINS (federais). Estes impostos também variam de acordo com a concessionária e com a classe de consumo.

Além da tarifa de energia e dos impostos estaduais e federais, alguns encargos também estão presentes na conta de luz. O mais simples de todos é a Contribuição de Iluminação Pública (CIP), que é um encargo definido por cada município para investimentos na rede de iluminação pública da cidade. Por fim, temos a Bandeira Tarifária, que é uma cobrança realizada pelo Governo Federal de acordo com a situação energética do país.

Existe um custo que é de desconhecimento da maioria da população, mas muito importante para quem deseja gerar sua própria energia: o custo de disponibilidade. Trata-se de um valor mínimo cobrado pela companhia de energia para disponibilizar a rede elétrica para sua casa, mesmo que você não consuma energia. O custo de disponibilidade possui os seguintes valores:

  • 30 kWh para clientes monofásicos;
  • 50 kWh para clientes bifásicos e;
  • 100 kWh para consumidores trifásicos.

Por exemplo: imagine que sua residência seja trifásica e você saia de férias junto com sua família durante um mês inteiro, deixando ligado apenas alguns poucos aparelhos, como a geladeira e o stand-by da TV (o bom mesmo é desligar tudo!). Suponha que esse pequeno consumo represente algo em torno de 20 kWh no fim do mês. Nesse caso, a concessionária cobrará na conta de luz o valor equivalente a 100 kWh, referente ao custo de disponibilidade de um cliente trifásico. Caso o consumo registrado fosse de 120 kWh, por exemplo, o valor da conta de luz seria calculado sobre este consumo integralmente.

Onde posso instalar os painéis?

Agora que você já sabe quanto de energia deseja gerar com seu sistema fotovoltaico, é preciso calcular quantos painéis serão necessários. São inúmeras as variáveis que afetam esse cálculo e é por isso que o dimensionamento deve ser realizado por uma empresa especializada, com profissionais capacitados. Mas é possível fazer uma estimativa usando o Simule Enova, um simulador que permite que você descubra quantos painéis são necessários para a sua residência, a partir de dados básicos de sua conta de luz.

Os painéis necessários para gerar a energia que você deseja podem ser instalados de diversas maneiras. Na maioria das vezes, são instalados sobre os telhados das edificações, sendo fixados em estruturas metálicas especialmente projetadas para esse fim e que variam de acordo com o tipo de telha.

No entanto, há outras possibilidades. É comum em instalações em áreas abertas a colocação dos painéis em estruturas fixadas em solo, o que facilita a limpeza e chama bastante atenção. Também são comuns as instalações em laje, com fixação semelhante às montagens em solo.

Outras formas mais elaboradas de fixação também podem ser realizadas, como, por exemplo, instalação em balanço, estacionamento de carros, bicicletários, entre outros.

ENCONTRANDO A EMPRESA CERTA

Pronto, você já está bem informado e já conhece bem qual sua necessidade. Está na hora de encontrar a empresa certa para projetar e instalar seu sistema de energia solar.

Os painéis têm, em geral, garantia de 25 anos. Isso significa que você fará um investimento que irá lhe acompanhar durante boa parte de sua vida e os resultados obtidos dependem diretamente da qualidade do projeto e dos serviços. Portanto, pesquise bem antes de definir qual a melhor empresa para projetar e instalar seu sistema.

Desconfie de preços baixos demais ou altos demais. Faça uma pesquisa na internet sobre empresas que atendam sua região e busque referências sobre elas. Entre no site da empresa, veja seu portfólio e o depoimento dos clientes.

Verifique também no Portal Solar se a empresa está cadastrada. Este site reúne bastante informação sobre o setor de energia solar e exclui as empresas que executam mal trabalho.

Após pesquisar o suficiente, entre em contato com a empresa e solicite um orçamento. Normalmente as empresas oferecem uma estimativa de custos sem cobrar nada por isso. Aproveite esse momento para tirar suas dúvidas e conhecer um pouco sobre como é o atendimento ao cliente desta empresa.

Verifique também se todos os equipamentos atendam às normas do INMETRO ou às normas internacionais e se as estruturas de fixação são resistentes à corrosão.

IDENTIFICAÇÃO DAS NECESSIDADES E VISITA TÉCNICA

Ao solicitar um orçamento, é papel da empresa especializada identificar quais as suas necessidades. Além disso, a empresa deve se encarregar de identificar se há viabilidade técnica e econômica de realizar seu projeto.

Para a avaliação técnica, a empresa deve realizar uma visita ao local da futura instalação e levantar algumas informações adicionais, como espaço útil para fixação das placas, sombreamento, inclinação, possíveis interferências, etc.

As informações levantadas na visita técnica servem para a composição do orçamento definitivo e cálculo da estimativa de geração de seu sistema. A partir desses dados, é possível definir a viabilidade econômica do projeto. Normalmente são calculados o tempo de retorno do investimento e a economia total ao longo da garantia dos painéis. Peça à empresa estas estimativas e consulte-a sobre as premissas adotadas.

CONTRATAÇÃO

As empresas que trabalham com energia solar normalmente realizam o chamado contrato “turn-key” ou “chave-na-mão”, no qual se encarregam de realizar o projeto junto à concessionária de energia, o fornecimento de todos os equipamentos e materiais necessários, instalação do sistema e acompanhamento.

Abaixo estão listados alguns itens importantes de constar em contrato:

  • Todos os custos relacionados ao projeto, instalação, fornecimento de materiais, manutenção e monitoramento;
  • As garantias dos equipamentos e dos serviços. Apesar da garantia dos equipamentos serem dos respectivos fabricantes, a empresa contratada deve se encarregar de realizar a intermediação. Além disso, verifique se a empresa contratada dá alguma garantia sobre a expectativa de geração de seu sistema;
  • Formas de pagamento.

PROJETO E APROVAÇÃO

Com o contrato assinado, seu projeto começa a ser executado! Inicialmente, toda a documentação exigida pelas normas da concessionária de energia deve ser recolhida pela empresa contratada. De forma geral, essa documentação compreende:

  • Memorial descritivo do projeto;
  • Memória de cálculo do sistema de proteção;
  • Diagrama de instalação;
  • Formulário com dados do sistema de geração e do proprietário;
  • Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), no qual a empresa contratada se responsabiliza tecnicamente pelo projeto e instalação.

Estes documentos são submetidos à concessionária de energia, que tem até 30 dias para emitir o Parecer de Acesso, um documento que define se há viabilidade de instalação do sistema ou se a concessionária terá que realizar alguma melhoria na rede de distribuição. Caso haja necessidade de melhorias, os custos dos serviços são de responsabilidade da concessionária.

INSTALAÇÃO DO SISTEMA

Após a aprovação do projeto e emissão do Parecer, a empresa contratada pode realizar a instalação do sistema. Cada instalação é um novo projeto, mas seguem os seguintes passos gerais:

  • Preparação do local e descarga de material;
  • Instalação das estruturas de fixação;
  • Instalação dos painéis solares;
  • Cabeamento elétrico;
  • Instalação do inversor;
  • Instalação dos quadros de proteção;
  • Interligação com a rede e comissionamento do sistema.

O tempo de execução da instalação varia conforme a complexidade do projeto e as condições do local. Todos os serviços devem ser executados de acordo com as normas padrões vigentes, como a NR-35 (Norma de Segurança para Trabalho em Altura) e NR-10 (Norma de Segurança para Trabalho com Eletricidade). A empresa deve zelar pela segurança de sua equipe e das demais pessoas presentes no local da instalação.

VISTORIA

Finalizada a instalação e os testes do sistema, a empresa deve solicitar a vistoria. Nesta etapa, a concessionária de energia tem 15 dias para visitar o local da instalação e avaliar a conformidade do sistema com as normas vigentes, realizando alguns testes.

Esta etapa é de suma importância, pois a concessionária age como órgão fiscalizador da segurança da instalação e é uma ferramenta a mais para proteger o cliente. No entanto, aspectos relacionados com a qualidade dos serviços não serão avaliados, como o correto dimensionamento dos painéis, a geração real ou a qualidade dos materiais utilizados.

SUBSTITUIÇÃO DO MEDIDOR E ACORDO OPERACIONAL

Pronto, agora falta pouco. Projeto aprovado, sistema instalado e vistoria realizada. O último passo é a substituição do medidor de energia.

O medidor atual de sua casa, seja ele eletromecânico ou digital, mede apenas a quantidade de energia consumida por sua residência. Para que a energia produzida por seu sistema fotovoltaico seja computada como créditos para sua unidade consumidora, deve ser instalado um medidor bidirecional. Este medidor leva esse nome em virtude de sua capacidade de medir não apenas a energia que vem da rede pública e é consumida pela residência, mas também a energia produzida pela residência e consumida pela rede pública.

Um aviso importante: não é aconselhável ligar o sistema antes de ser realizada a substituição do medidor. Além de ser ilegal, os relógios digitais registram a energia produzida pelo gerador fotovoltaico e emprestado para a rede pública como consumo, o que eleva a conta de luz. Eu sei que a ansiedade é grande, mas a troca do medidor deve acontecer em até 7 dias após a vistoria. Aguarde só mais um pouquinho. :)

COMO ENTENDER A NOVA CONTA?

Agora sim! Você é um produtor de energia solar e começará a se beneficiar de todas as vantagens já no primeiro dia. A energia produzida por seu sistema será consumida por seus aparelhos elétricos, reduzindo a energia consumida da rede pública. Além disso, a energia que não for consumida será emprestada para a concessionária local e registrada no medidor, acumulando créditos na conta de luz.

E falando nela, como fica a nova conta?

Além das já existentes anteriormente, a nova fatura trará três novas informações:

  • O desconto na conta devido à devolução de energia para a concessionária;
  • O crédito acumulado no mês devido ao excesso de energia produzido;
  • O crédito total acumulado nos meses anteriores e o crédito a vencer no mês atual.

CONCLUSÃO

A maior parte dos procedimentos descritos nesse artigo devem ser realizados por uma empresa especializada em energia solar. No entanto, é de fundamental importância que você conheça qual o caminho a ser percorrido, para que possa escolher melhor a empresa que irá contratar e os prazos envolvidos no processo.

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<![CDATA[Até quando você vai pagar conta de energia?]]> Tue, 05 Dec 2017 00:00:00 -0300 João Caracas
Até quando você vai pagar conta de energia?

Existem várias sensações fantásticas nesse mundo e sem dúvida alguma uma das maiores é a sensação de liberdade. Seja a liberdade para fazer algo que você sempre sonhou ou a incrível sensação de quando você se liberta deuma aflição que lhe prendia por quase toda a vida.

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Crianças não sabem como é bom não ter contas a pagar no final do mês, elas estão livres dessa preocupação. Quando crescemos e viramos adultos,nós ganhamos vários “amigos” que vêm nos visitar uma vez por mês. E um que não falta nunca é a conta de energia.

Você já sonhou em se ver livre dela? Seria muito bom, certo? E se eu lhe dissesse que você pode passar a ser, de fato, amigo da sua conta de energia enão ter mais que pagar centenas de reais todo mês? É possível sim!

Energia é uma coisa muito cara! Ou não... 

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No Brasil de hoje não importa quanto você mude os seus hábitos, apague a luz ao sair dos cômodos, passe poucas horas vendo televisão, regule o horário do ar condicionado, deixe de passar algumas roupas ou mude aquele reconfortante banho quente por algomais refrescante: a conta de energia no fim do mês não para de crescer.

Somos ensinados nossa vida inteira a pagar nossas contas todo mês e que isso nunca vai mudar. Nos acostumamos a pagar as contas do dia a dia sem de fato parar para avaliar o quanto estamos gastando. Você já parou para analisar quanto seus gastos com energia representam no orçamento mensal dasua família? E quanto você gasta de energia por ano? E em 10 anos ou mais?

Vamos imaginar que hoje você paga uma conta de energia de R$300,00 - que equivale a consumir 461kWh/mês-  a uma tarifa média que hoje é demais ou menos R$0,65 mas que não para de subir a cada mês. Ao longo de 10 anos, considerando uma inflação de 8,39%(tomando como base o IPCA dos últimos 12 meses, o que seria muito conservador no cenário energético atual do Brasil), você vai gastar R$55.140,73.

Da bastante dinheiro né? Daria para comparar o gasto deenergia em alguns anos com dinheiro suficiente para comprar um carro de luxo ou até mesmo fazer aquela tão sonhada viagem com a família.

Que tal você mudar seu relacionamento com sua conta de energia? Que tal fazer um investimento agora, não maior do que você gastaria com investimentos normais ou fazendo uma pequena reforma na casa, e se ver livre da conta de luz para sempre? Que tal fazer um investimento com rentabilidade muito maior que a poupança ou investimentos bancários convencionais de baixo risco.

A energia solar residencial

 Um sistema de energia solar conectada à rede pode ser o seu bilhete de despedida para as contas de luz caras. Ele será o seu escudo contra os constantes aumentos de tarifa e impostos, e ainda uma forma de economizar um monte de dinheiro durante os próximos anos.

No Brasil, desde 2012, qualquer consumidor de energia elétrica pode virar também um microprodutor, gerando parcial ou integralmente a energia consumida na sua casa ou empresa, e isso vale para todo o Brasil. O funcionamento desse tipo de sistema é uma norma federal e foi regulamentado pela resolução normativa n° 482 da ANEEL. Basicamente qualquer usuário pode investir em alguma fonte de energia, preferencialmente renovável, e utiliza-la simultaneamente coma sua concessionária de energia convencional.

Você pode estar se perguntando: mas será que vale mesmo apena investir em um sistema de geração de energia solar? Vejamos: após instalar os painéis solares a sua contaseria somente o valor do custo de disponibilidade, no nosso exemplo algo em torno de R$65,00. Com esta nova conta ao longo de 10 anos você pagará R$11.925,00, que somados ao custo do sistema representam pra você um montante de R$34.925,00.Então logo nos 10 primeiros anos você terá economizado mais de 20 mil reais.

Você pode estar dizendo: “Certo, 20 mil já é alguma coisa,mas ainda não é tudo que eu sonhava!” Vamos então continuar as nossas contas... Um bom painel solar tem vida útil estimada em mais de 40 anos e garantia de geração de pelomenos 25 anos. Se estendermos nossa análise para os 25 anos de garantia dopainel (nem vamos usar 40, só 25 mesmo), ao longo desse período você economizará incríveis R$226.670,40!

É muito comum as pessoas perguntarem em quanto tempo o meu sistema de energia solar terá se pago. No exemplo acima, para um sistema de pequeno porte, o seu investimento em energia solar terá sido pago em 6 anos e 4 meses. Ou seja, a partir desse tempo os painéis estarão gerando lucro para você. Equanto maior for ficando o sistema, esse tempo de retorno pode ser de até 4 ou 5 anos.

O sol vai trabalhar pra você por muitos e muitos anos sem cobrar nada. Mas fique esperto!  Para fazer um bom investimento em energia solar você deve sempre tomar alguns cuidados:

1-Escolha uma empresa de confiança que lhe dê garantia das instalações e equipamentos;

2- Certifique-se que a empresa irá instalar pra você painéis e inversores de qualidade, afinal eles terão que durar bastante tempo;

3-Seja criterioso na instalação, peça ajuda da empresa para escolher o melhor local para a instalação das placas. Depois disso é só decidir como você vai usar o dinheiro economizado!

 

Gostou do resultado dessas contas? Entre em contato conosco e faça essa análise para a sua casa. Veja quanto você pode economizar instalando um sistema de energia solar.

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<![CDATA[Entenda o que influencia a geração do seu sistema solar]]> Tue, 05 Dec 2017 00:00:00 -0300 Felipe Simões
Entenda o que influencia a geração do seu sistema solar

Uma dúvida frequente quando se fala em sistemas de geração de energia solar fotovoltaica diz respeito à relação entre a quantidade de placas utilizadas e a quantidade de energia gerada pelo sistema. Se você já leu sobre sistemas solares fotovoltaicos ou já recebeu algum orçamento desse tipo de sistema deve ter ouvido falar em unidades como kWp, kWh ou kW, mas talvez não entenda bem o que elas significam ou como estão relacionadas.

Este post se dedica a esclarecer um pouco melhor alguns conceitos-chave que permitam que entendamos melhor o que significa quando uma placa fotovoltaica é especificada como 250 kWp. Ainda, entenderemos que fatores determinam quanta energia cada placa (ou conjunto de placas) poderá gerar para sua residência ou empresa.

CONCEITOS INICIAIS

Antes de seguir adiante, façamos uma pausa para um rápida distinção entre os conceitos de potência, potência de pico e energia.De forma simples, a energia (elétrica) que compramos da concessionária pode ser entendida como o “combustível” de nossos eletrodomésticos, a potência destes equipamentos diz respeito à rapidez com que equipamentos elétricos consomem esse combustível e por fim a potência de pico é o valor máximo que a potência atinge ao longo de um intervalo de tempo específico.

De forma ligeiramente mais técnica, a potência de um equipamento diz respeito à taxa com que ele consome ou gera energia e é descrita em unidade de energia/unidade de tempo, como por exemplo o Watt (W, equivalente a joule/segundo) ou o BTU/hora. A energia consumida ou gerada por um equipamento é o acumulado da potência ao longo de um determinado espaço de tempo e é descrita em unidade de energia como o Wh (watt-hora, equivalente a 1 watt operando por 1 hora). A potência de pico pode, assim como potência instantânea, ser descrita por W mas comumente é utilizado o Wp (watt-pico) para melhor compreensão. 

Vamos utilizar a figura abaixo como exemplo. Digamos que um equipamento com potência constante de 300 W opere ao longo de 24 horas (gráfico em laranja), a energia gerada/consumida por ele é dada pelo produto entre os dois valores totalizando 300 W x 24 h = 7200 Wh (watt-hora), que corresponde à área em laranja.O gráfico em azul, por sua vez, mostra o caso de um equipamento com potência variável. Para esses casos o cálculo se torna um pouco mais complicado, mas a energia continua correspondendo à área sob a curva, que é a mesma nos dois casos descritos. Por fim, o valor de pico pode ser visto em cinza, e no nosso exemplo é igual a 1000 W.

Figura 1. Gráfico exemplo.

Portanto, temos a distinção: W é unidade de potência, Wh é unidade de energia e para nos referirmos à potência de pico utilizamos o Wp. Agora que entendemos um pouco melhor estes conceitos, podemos seguir adiante.

POTÊNCIA E GERAÇÃO

Afinal, quanta energia uma placa fotovoltaica pode gerar? Os principais fatores que influenciam a geração serão divididos neste post em:

  • Potência dos painéis fotovoltaicos
  • Níveis de radiação solar do local de instalação
  • Fatores de perda na geração
  • Fatores de ganho na geração

A POTÊNCIA DOS PAINÉS FOTOVOLTAICOS

Quando adquirimos um painel fotovoltaico, o principal parâmetro a ser especificado é a sua potência, que na sua folha de dados vai aparecer como potência de pico. Os painéis mais utilizados hoje para instalação de sistemas de geração solar, por exemplo, são painéis com potência de pico entre 245 Wp e 260 Wp. Mas o que significa esse valor? O painel vai fornecer essa potência durante todo o dia?

O valor da potência de pico de um painel consiste da potência elétrica que pode ser extraída dele, quande este é testado em uma condição de operação específica denominada STC (do inglês Standard Test Conditions - Condições padrão de teste). Durante o teste, o equipamento é submetido a uma luz com intensidade de 1000W/m² (nível de luz considerado bastante alto), com temperatura controlada em 25°C e uma atmosfera com coeficiente de massa de 1,5 e ventos de 1m/s.Na prática, essas condições de operação dificilmente são atingidas no dia a dia. Isso se dá tanto pelo fato de que 1000 W/m² é uma irradiação somente atingida em momentos especias quanto por alguns fatores que serão mencionados mais adiante. Por este motivo as folhas de dados normalmente trazem dados de teste em outras condições mais realistas, sob a denominação de NOCT (do inglês Normal Operating Cell Temperature – Temperatura normal de operação da célula).

O fato é que dificilmente um painel fornecerá sua potencia de pico durante operação real. A figura abaixo traz o gráfico da irradiação solar em um dia bastante ensolarado, juntamente com a potência de saída de painéis de potências de 250Wp e 140Wp.


Figura 2. Irradiação solar vs Potência de saída de painéis.

Lembrando que o que mais nos importa, a energia gerada pelos painéis, é dada pela área sob a curva da potência, fica fácil ver a influência do “tamanho dos painéis” no desempenho dos sistemas solares. Também fica nítida a importância do perfil de irradiação solar a qual o painel é submetido e isso nos leva ao próximo tópico.

A IRRADIAÇÃO SOLAR DA LOCALIDADE

Duas perguntas surgem do gráfico da Figura 2. Como calculo de fato a energia que posso gerar? Trata-se de uma dia ensolarado, como sei a energia gerada ao longo do ano?

A energia gerada pode ser calculada muito mais facilmente se o gráfico da irradiação for ligeiramente modificado. A Figura 3 mostra o gráfico diário da irradiação próximo a um gráfico equivalente, em que as curvas apresentam a mesma área (e mesma energia disponível). Entretanto, o gráfico da direita traz uma irradiação constante e igual a 1000 W/m² durante uma certa quantidade de horas (no caso 7,2 horas).


Figura 3. Irradiação equivalente.

Com este novo gráfico, a energia gerada neste dia pode calculada da seguinte forma:

E = Horas de sol equivalentes x Potência de pico do painel x Eficiência do sistema

Tipicamente, os sistemas fotovoltaicos conectados à rede apresentam uma eficiência elétrica entre 75% e 85%. Usando como exemplo um painel de 250Wp, temos para o caso da Figura 3:

E = 7,2h x 250Wp x 80% = 1440 Wh ou 1,44 kWh


Essa quantidade de energia vai ser gerada todo dia? A resposta é não. Dias ensolarados e sem núvens ocorrem com frequências diferentes para localidades diferentes. Existem bases de dados que trazem a irradiação média por localidade, baseada em medições ao longo do ano. A Tabela 1 traz esses valores para as capitais do Brasil de acordo com a base de dados da CRESESB .

Tabela 1. Média de horas de irradiação plena nos estados brasileiros (capitais). *Base de dados CRESESB.

De posse destes dados, a energia gerada ao longo do ano pode ser calculada da seguinte forma:

E = Média de Horas de sol x Potência de pico do painel x Eficiência do sistema x N° de dias

A Tabela 2, traz a quantidade média mensal de energia gerada por um painél de 250Wp em diferentes capitais em kWh.

 Tabela 2. Energia média gerada por um painel de 250Wp nos estados brasileiros (capitais) em kWh.*Base de dados CRESESB.

Fica claro que a localidade influencia e muito na geração. Se tomarmos por exemplo os extremos da tabela, Natal e Curitiba, temos que o mesmo sistema gera aproximadamente 50% a mais de energia em Natal!

Vale lembrar que esses valores são médios. Ao longo do ano o potencial de geração varia. A Figura 4 mostra como varia essa geração em três diferentes localidades.


Figura 4. Comportamento anual da geração solar em 3 diferentes localidades.

FATORES DE PERDA

Uma pergunta interessante é: Quais os principais fatores que influenciam negativamente o desempenho de um sistema fotovoltaico?

O Sombreamento é um dos principais problemas pois afeta diretamente a energia disponível no local, tanto sombreamento por árvores, prédio ou qualquer outro obstáculo quanto o sombreamento ocasionado por sujeira como poeira, folhas, dejetos de aves, etc. Para avaliar o impacto de obstáculos grandes no sombreamento normalmente são utilizados softwares específicos como o SOLERGO e o PVSYST, e as perdas podem ser tais que tornem o sistema inviável em um dado local.

Outro fator importante é a Temperatura de operação das placas. Ao contrário do que se pode pensar, o calor atrapalha as placas fotovoltaicas e os fabricantes quantificam esse efeito através de um parâmetro conhecido como Coeficiente de potência. Ele indica qual o percentual da potência que se perde para cada °C a mais de temperatura no painel. Em casos extremos, as placas podem chegar a 70°C dependendo da hora e lugar, o que pode ter um impacto instantâneo de quase 30% na geração!

Um fator de impacto mais moderado diz respeito às diferenças de fabricação entre os módulos. Painéis de um mesmo modelo, com mesma potência e de um mesmo fabricante podem apresentar pequenas diferenças que geram as chamadas perdas por desacoplamento, que chegam a representar até 5% a menos de geração.

Outras perdas ocorrem nos cabeamentos e no inversor, sendo bem mais discretas, dificilmente ultrapassando 2% e 3%, repectivamente.

Mas calma, existem também pontos de melhoria.

FATORES DE GANHO

Como posso melhorar o desempenho do meu sistema fotovoltaico?

A principal forma de fazer isso é utilizando os chamados rastreadores ou seguidores solares. Rastreadores solares são estruturas mecânicas que posicionam os painéis na direção do sol, para que estes recebam radiação o mais diretamente possível. Estudos dos mais variados apontam aumento na geração de até 40%. Na prática, verifica-se aumentos entre 20% e 35% dependendo da localidade e da estrutura do rastreador (número de eixos).

Adicionalmente, quaisquer medidas que contraponham os fatores de perda mencionados anteriormente contam de forma positiva. Limpeza das placas é um ponto, muito embora em algumas regiões a própria chuva dê conta do recado. Outro ponto é o resfriamento dos paineis. Neste quesito existem por exemplo estudos com paineis flutuantes para redução da temperatura de operação.

Um forte aliado para determinar o tamanho dosistema necessário para sua residência ou empresa é o Simule Enova . 

Nosso simulador ajudará você a determinar qual o melhor sistema para atender o seu consumo. 

Por fim, vale lembrar que o conteúdo desta postagem está mais direcionado a sistemas solares conectados à rede. A situação é um pouco diferente para outros formas de utilização de energia solar. Se você deseja entender melhor de que forma podemos utilizar a energia solar, sugiro acesso a este link.

Até breve.

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<![CDATA[Entenda como a Costa Rica ficou 3 meses livre de combustíveis fósseis]]> Tue, 05 Dec 2017 00:00:00 -0300 Guilherme Farias Os noticiários recentes no Brasil têm dedicado bastante espaço para a crise energética que estamos passando, especialmente o impacto desta crise no preço da eletricidade. Uma das principais causas das elevadas tarifas é o aumento no consumo de energia produzida por usinas abastecidas por combustíveis fósseis, como carvão e óleo. ]]>
Entenda como a Costa Rica ficou 3 meses livre de combustíveis fósseis

Os noticiários recentes no Brasil têm dedicado bastante espaço para a crise energética que estamos passando, especialmente o impacto desta crise no preço da eletricidade. Uma das principais causas das elevadas tarifas é o aumento no consumo de energia produzida por usinas abastecidas por combustíveis fósseis, como carvão e óleo.

Aqui bem próximo, na Costa Rica, país localizado na América Central, a realidade é completamente diferente. No início deste ano, toda a população costa-riquenha consumiu energia elétrica durante 3 meses sem gastar uma gota de petróleo para produzir a eletricidade. Quer saber como isso foi possível?

MATRIZ ENERGÉTICA RENOVÁVEL

Energia geotérmica

Para começar, a Costa Rica possui uma matriz energética extremamente limpa. Cerca de 80% de toda a energia utilizada no ano passado foi proveniente de fontes hidroelétricas, enquanto 10% veio de fontes geotérmicas.

Por estar localizada na região do círculo de fogo da América Central, o país possui uma grande capacidade de geração geotérmica. A principal planta de geração é a usina de Miravalles, localizada nas ladeiras do vulcão de mesmo nome. Com essa usina, a nação produz hoje cerca de 165 MW somente com fontes geotérmicas e já há planos para expansão.

O potencial hidroelétrico da Costa Rica é de aproximadamente 25,4 GW, sendo que cerca de 1,51 GW desse potencial são realmente utilizados para gerar energia. Comparativamente, o Brasil possui capacidade instalada de 82,5 GW e produz 78,8% da energia consumida. Entretanto, nosso país utiliza mais de 10% de geração à base de termoelétricas – e esta proporção só vem aumentando.


INCENTIVOS ÀS FONTES RENOVÁVEIS

Planejamento energético

A Costa Rica tem incentivado a utilização de energia produzida através de fontes eólicas e solares. Algumas medidas como isenção de impostos de importação e de comercialização sobre os equipamentos necessários para produção deste tipo de energia são aplicadas. Além disso, o sistema de compensação de energia é utilizado para a pequena geração residencial ou comercial, como ocorre também no Brasil. Neste sistema, toda energia que é produzida e que não for consumid, é emprestada para a empresa distribuidora de energia e transformada em crédito para o consumidor.

Com todos os incentivos a postos, o crescimento da capacidade instalada de geração eólica foi de 162% nos últimos 5 anos, saindo de 74 MW em 2008 para 194 MW em 2013. A energia solar ainda representa uma porção muito pequena da produção energética do país, com menos de 2 MW instalados – mas essa potência está crescendo, principalmente nas instalações residenciais.


MUITO PLANEJAMENTO

Costa Rica

Todo o avanço que a Costa Rica vem obtendo no uso de fontes renováveis não é por acaso. Na verdade, ele é fruto de muito planejamento e esforço do governo para transformá-la em um país com neutralidade em emissão de carbono até 2021. Isso significa que todo o carbono emitido pelo país deve ser compensado de alguma forma.

Se de um lado existem incentivos e construção de infraestrutura para geração de energia limpa, por outro existe um extenso trabalho de reflorestamento. Em 1983, 21% do território costarriquense era coberto por florestas, cerca de 10 mil km². Em 2012, esse percentual cresceu para 52%, (ou cerca de 26,5 mil km²).


E UM POUCO DE SORTE

Choveu bem na Costa Rica

Mesmo com todas as políticas voltadas para o uso de fontes renováveis, um pouco de sorte sempre ajuda. No caso costarriquense, a grande quantidade de chuvas que caiu no país recentemente ajudou a encher os reservatórios, fazendo com que as usinas funcionassem a pleno vapor – de água, é claro.

Além de todo o benefício ao meio-ambiente, o caso costarriquense também demonstra outra coisa: o uso de energia gerada por combustíveis fósseis é caro. A agência reguladora de energia do país calcula que o custo da eletricidade para os consumidores caiu cerca de 15% com o aumento do uso de energias limpas. E também houve cortes de gastos para o governo, que deixou de importar combustíveis fósseis para a geração de energia.


E você, o que achou da conquista da Costa Rica? Assine nossa newsletter, acompanhe nossas redes sociais e veja como a Enova está ajudando o Brasil a seguir o mesmo caminho.

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<![CDATA[6 lugares inesperados para encontrar energia solar]]> Tue, 05 Dec 2017 00:00:00 -0300 Cláudio Martins no telhado de uma casa, então sua resposta é igual à esmagadora maioria das pessoas. ]]>
6 lugares inesperados para encontrar energia solar

Se perguntassem a você onde podemos encontrar células de energia solar, qual a primeira resposta que viria na sua cabeça? Se você respondeu no telhado de uma casa, então sua resposta é igual à esmagadora maioria das pessoas.

Isso porque, à medida que a energia solar vem se tornando mais popular, é cada vez mais comum vermos casas com painéis fotovoltaicos instalados em seus telhados. E antes mesmo desta tecnologia entrar na moda, pequenas células já eram utilizadas em calculadoras e relógios, como estes da foto acima.

Mas já pensou andar de bicicleta em uma ciclovia feita com células fotovoltaicas ou dar uma volta em um avião abastecido pelo sol? Conheça agora estes e outros lugares inesperados para encontrar energia solar.


#01 Avião movido pelo sol

Avião Solar

O Solar Impulse 2 é um avião movido a energia solar, que decolou no dia 09 de Março de 2015 de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, em sua primeira tentativa de voar ao redor do mundo sem usar nenhum outro tipo de combustível além da luz do Sol.

A envergadura da aeronave feita de fibra de carbono é de 72 metros – maior que um Boeing 747. Mais de 17.000 células solares construídas sobre as asas fornecem energia para abastecer os quatro motores elétricos e recarregar as baterias de lítio.


#02 Ciclovia solar

Ciclovia Solar

Esta ciclovia holandesa, chamada SolarRoad, possui 70 metros de comprimento e funciona como um grande painel solar. Os proprietários, um consórcio de empresas holandesas e um governo provincial holandês, revelou que pretende estendê-la a 100 metros nos próximos dois anos.

Células solares padrões de silício são montadas em lajespré-fabricadas de concreto, de 2,5 metros por 3,6 metros de tamanho, e uma camada de vidro temperado com menos de 1 cm de espessura.

Um desafio técnico foi tornar a camada superior translúcida e livre de poeira o suficiente para garantir que os raios solares cheguem até as células, mas sem prejudicar a resistência e a segurança da via.

Desde que foi inaugurada, no outono de 2014, a ciclovia já gerou mais de 700 kWh de energia solar, correspondendo às expectativas. O objetivo é produzir energia suficiente para abastecer de 2 a 3 famílias em um ano.


#03 Lixeira solar

Lixeira Solar

A empresa americana BigBellySolar vende lixeiras e compactadores de reciclagem alimentados por células solares. Já são cerca de 30.000 destas em cidades como Nova York, Chicago, Berlim e Amsterdã.

Os painéis solares em cima de cada lixeira alimentam uma bateria, que armazena energia suficiente para fazer o compactador trabalhar por mais de 72 horas sem luz solar.

Os recipientes também são “inteligentes”: utilizam dados de celular para se comunicarem com os servidores da empresa e emitem um alerta quando precisam ser esvaziados, evitando viagens desnecessárias para tirar o lixo e, assim, economizando dinheiro.


#04 Barco solar

Barco Solar

O MS Turanor PlanetSolar é o maior barco solar disponível, com 35 metros de comprimento. O catamarã conta exclusivamente com painéis solares, que fornecem energia para 06 baterias de íon-lítio. Com uma carga completa, pode navegar por 72 horas na mais inteira escuridão.

O barco, construído em 2008 na Alemanha por cerca de 12milhões de Euros, é de propriedade de Immo Stroeher, um empresário alemão defensor da energia solar. Turanor fez uma turnê mundial em 2010, deixando Mônaco e voltando 584 dias mais tarde, após 52 portos de escala.

O nome Turanor deriva de uma língua inventada pelo escritor J.R. R. Tolkien, autor de “Senhor dos Anéis” e significa “o poder do Sol”. Atualmente a embarcação tem sido utilizada como uma plataforma científica para investigação em algumas missões de pesquisa.


#05 Tenda solar

Tenda Solar

Esta barraca solar é apenas um pequeno exemplo de como os militares dos EUA estão aproveitando o poder do sol.

O Departamento de Defesa pretende que pelo menos 25% da energia utilizada em suas instalações sejam produzidas a partir de fontes renováveis até 2025.

Uma tenda com painéis solares flexíveis, por exemplo, forneceria energia para baterias, computadores e outros equipamentos, ou seja, os soldados não teriam que transportar geradores e grandes quantidades de combustível.

Além disso, cientistas do exército também estão trabalhando na próxima geração de produtos fotovoltaicos: os têxteis. O objetivo é criar um tecido capaz de produzir energia, que poderia ser utilizado em camisas, por exemplo. Um desses produtos, também em fase de testes de campo, é um fino painel solar dobrável que pode ser guardado no bolso de um soldado e suficiente para energizar óculos de visão noturna e outros equipamentos eletrônicos.


#06 Estacionamento solar

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Uma área de estacionamento coberto com painéis solares não é algo que você encontra em todos os lugares. Apesar disso, construir estacionamentos deste tipo é uma decisão natural: motoristas estão em busca de sombra e proteção contra o mau tempo, enquanto que a empresa proprietária do estacionamento produz sua própria energia.

O foco principal ao se decidir por instalar uma garagem ou estacionamento solar é na economia, mas outros benefícios auxiliares possuem enorme importância. Um desses benefícios é o imenso retorno positivo para a imagem da empresa que constrói seu próprio estacionamento ecológico, pois as vagas ocupadas ajudam a compensar a poluição causada pelos carros.

 

Você já conhecia algumas dessas aplicações? Caso tenha interesse em conhecer mais ou propor novas soluções, visite o site da Enova e entre em contato. Temos uma equipe focada na criação de novas soluções em energia solar e adoraríamos ouvir suas sugestões.

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<![CDATA[Afinal, seu sistema precisa ou não de baterias?]]> Tue, 05 Dec 2017 00:00:00 -0300 João Caracas
Afinal, seu sistema precisa ou não de baterias?

Uma dúvida muito comum para todos que se interessam em gerar sua própria energia elétrica utilizando painéis solares é a utilização das baterias. Afinal, precisamos mesmo delas?

Antigamente, para ter um sistema de energia solar eram necessários painéis para gerar energia, baterias para armazenar a energia durante o dia e permitir o uso durante a noite e um inversor para “transformar a energia” das baterias para os 220V que estamos acostumados a utilizar. Além de tudo isso, nesses sistemas com baterias tínhamos que escolher e isolar em um circuito elétrico todos os equipamentos que seriam alimentados usando a energia solar, que por isso eram conhecido como sistemas isolados.

SISTEMAS DE ENERGIA SOLAR ISOLADOS

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Os sistemas de energia solar isolados têm a vantagem de gerar energia em qualquer local, bastando montar os equipamentos da forma necessária. Pode-se fornecer energia para pequenos consumos (como uma calculadora ou um carregador USB), para um barco ou uma residência familiar, e até para uma comunidade inteira – como a da foto acima, na qual um sistema com 168 painéis e 240 baterias de 600Ah, fornece energia para mais de 100 famílias na Ilha de Lençóis, no  Maranhão.

Nestes sistemas as baterias desempenham um papel super importante, elas são uma fonte estável de energia. Os painéis solares podem gerar mais ou menos energia a cada segundo, dependendo do sol, das nuvens, da temperatura, do vento e de uma série de outros fatores. As baterias vão “balancear” a geração de energia. Elas absorvem o excedente de energia em momentos de bastante sol, guardando-os para os momentos de baixa radiação ou para a noite.

Com o passar do tempo as baterias evoluíram muito, chegando às baterias de chumbo-ácido estacionárias que são utilizadas atualmente. De início, as baterias para sistemas solares eram bem parecidas com as baterias de carro, e duravam muito pouco. As baterias mais utilizadas hoje, chamadas de OPZv e OPZs, são capazes de suportar um grande número de ciclos de carga e descarga, fazendo-as durar em média até 5 anos.

Mas existe outra forma de utilizar a energia solar que não utiliza baterias. Desde o fim de 2012, a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) regulamentou a microgeração de energia de forma distribuída, e os sistemas solares se encaixam nessa regulamentação. Esses sistemas são conhecidos como sistemas de energia solar conectados à rede.


SISTEMAS SOLARES CONECTADOS À REDE

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Não só os painéis solares evoluíram (e muito) nos últimos anos, como também evoluiu a forma de utilizar a energia solar. Hoje é possível ter um sistema de geração de energia elétrica com painéis solares sem precisar utilizar baterias. Qual a vantagem?

A mais clara delas é o menor preço do sistema. Sem as baterias, que ainda são caras, o sistema tem menor custo. Outra vantagem é ambiental. Hoje, o descarte das baterias não é um processo simples, e elas podem poluir o ambiente com materiais nocivos caso o descarte não seja corretamente feito.

Nos sistemas conectados à rede, o papel de “balancear” a energia que a bateria cumpre nos sistemas isolados é executado pela rede elétrica. Ela absorve a energia produzida em excesso e a devolve quando for necessário. Essa troca de energia é registrada pela concessionária, e o saldo é o que de fato é cobrado.

A pegadinha é que a grande vantagem desse sistema também é a sua desvantagem. A falta da rede elétrica para esse sistema tem o mesmo efeito da falta de baterias para o sistema isolado. Ou seja, se faltar luz, não há geração de energia. E não importa o sol que esteja fazendo lá fora.

E ENTÃO, VOCÊ PRECISA OU NÃO DE BATERIAS?

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Com a possibilidade da instalação de um sistema conectado à rede, você só precisa das baterias em casos especiais. Em fazendas, barcos ou locais isolados onde não se tem acesso à energia convencional, por exemplo. Ou então, em lugares onde ter energia 100% do tempo é essencial, fazendo-se obrigatório o uso dos sistemas com suporte de baterias.

Mas nem tudo está parado do universo dos sistemas isolados com baterias. Recentemente vimos grandes avanços com o lançamento de uma bateria a íons de lítio para sistemas solares, a Powerwall da Tesla

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